Os jogadores do Paysandu pareciam não acreditar no resultado do primeiro jogo da semifinal do Parazão. Após a partida, os bicolores pareciam atordoados com o placar de 3 a 1 aplicado pelo Galo, resultado que obrigará o Papão a “comer a bola” no jogo de volta, em Belém, na segunda-feira (8).

Depois do apito final da partida, os comandados do técnico Léo Condé demoraram a deixar o gramado, sinal claro do abalo sofrido pelo grupo, que foi a Tucuruí com a pretensão de arrancar um resultado que lhe deixasse em situação confortável para o confronto de volta entre as equipes.

Os bicolores deixaram o gramado direto para o vestiário, com a maioria deles evitando as tradicionais entrevistas. Um dos poucos a atender ao chamado dos repórteres foi o atacante Paulo Henrique, que substituiu o lesionado Elielton, no segundo tempo. O jogador, claro, procurou amenizar o prejuízo bicolor.


“Tenho certeza que nossa equipe tem todas as condições de reverter essa situação, que é complicada, sem dúvida, no jogo de volta, contando com o apoio dos nossos torcedores em casa”, declarou.

O goleiro Mota, já no vestiário, criticou a marcação do pênalti, que permitiu ao Galo abrir o placar do jogo no final do primeiro tempo. “Nem toquei nele. O jogador se atirou”, acusou o arqueiro, se referindo ao atacante Joãozinho.

Assim como Paulo Henrique, Mota procurou manter a confiança na classificação bicolor de pé. “A gente vai reverter. Podem esperar”, afirmou. “Agora é esfriar a cabeça, voltar a trabalhar para reverter, como disse, no jogo de volta”, ratificou.

(Nildo Lima/Diário do Pará)