(Foto: DOL)

O Paysandu tem, hoje, o seu principal desafio na temporada até aqui: eliminar o Santos-SP na Copa do Brasil, em jogo que será disputado, às 21h45, no Mangueirão, palco em que os bicolores conquistaram, no último domingo (7), o 47º Estadual da história do clube. Avançar às quartas de final do torneio nacional será uma grande ousadia do Papão, que na partida de ida, na Vila Belmiro, na cidade de Santos, caiu por 2 a 0, o que obriga a equipe do técnico Marcelo Chamusca a vencer a segunda partida com diferença de, no mínimo, três gols. Vitória do Paysandu pelo mesmo placar do confronto inicial dos 180 minutos do “mata-mata” levará a decisão aos tiros livres da marca do pênalti.

 Apostando no apoio da Fiel, apesar do horário ruim, os bicolores esperam contar com o apoio das arquibancadas. O fato de o time ter vencido o Re-Pa do final de semana, que deu ao clube o título do Parazão 2017, na opinião de Chamusca e de seus comandados, pode servir como uma injeção de ânimo para o simpatizante do clube.

“Espero que a torcida compareça. Aproveito para parabenizar o torcedor que fez uma grande festa e um belo mosaico”, declarou o zagueiro Gilvan. A partida com o Peixe é mais uma decisiva para os bicolores na reta final do primeiro semestre do ano. Em seguida os bicolores terão pela frente o Oeste-SP, no sábado (13), na abertura da Série B do Brasileiro. A partida será disputada às 21h, na Curuzu. Em seguida, na terça (16) acontece o jogo de volta contra o Luverdense-MT, pela Copa Verde, com a indigesta missão de reverter a derrota, por 3 a 1, na ida.

Só depois de enfrentar o Oeste é que os bicolores trabalharão, mais uma vez com pouco tempo, para o confronto contra o Verdão do Norte. Ontem, na reapresentação, após a conquista do Estadual, Chamusca teve de recorrer aos fisiologistas do clube para saber a real situação de cada um dos atletas para, só depois, começar a pensar na formação que mandará a campo.


Maratona preocupa santistas

O Santos chegou a Belém trazendo em sua delegação um total de 23 atletas para o confronto com o Papão. Entre os jogadores, porém, não estava o zagueiro David Braz e o atacante Copete, autor do segundo gol do time na partida de ida contra os bicolores. Ambos foram vetados pelo departamento médico do clube. Mas a principal preocupação do técnico Dorival Júnior nem chega a ser a ausência dos atletas, visto que ele conta com peças de reposição à altura.

O que tem tirado o sono de Júnior e sua equipe de trabalho é a sequência de jogos que o time inicia frente ao campeão paraense. Ao todo, serão 13 mil quilômetros percorridos em sete dias para três jogos fora de casa por três competições diferentes. Além da partida de hoje, os alvinegros pegam, no domingo, o Fluminense-RJ e, na quarta-feira, enfrentarão o The Strongest, em La Paz, na Bolívia, jogos valendo pelo Brasileirão e Taça Libertadores, respectivamente.

Tem de fazer bonito para todo o Brasil

Questionado, ontem, se ele encarava o jogo de hoje, contra o Santos como o mais importante para o Paysandu, na temporada, o técnico Marcelo Chamusca preferiu na ratificar a ideia geral entre os torcedores do clube e parte da imprensa. “Não costumo trabalhar com essa possibilidade de valorizar mais ou menos cada competição. A forma que a gente trabalha é fazendo do próximo jogo o mais importante”, respondeu.

O comandante do Papão destacou, por outro lado, a visibilidade permitida pela partida por ser contra um dos principais clubes do futebol brasileiro. “Esse jogo tem uma motivação especial. Temos a oportunidade de mostrar o nosso trabalho para o Brasil”, disse. “Temos de fazer dessa partida uma propaganda positiva do nosso trabalho”, completou Chamusca.

O treinador pediu aos seus comandados que encarem a partida com o Peixe com todo o foco possível, deixando de lado, por enquanto, a estreia no Brasileiro e a final da Copa Verde. “Precisamos viver essa partida com a mais alta intensidade. A partir de segunda-feira (15), aí sim a gente vai conviver com o jogo contra o Oeste-SP”, disse.

(Nildo Lima/Diário do Pará)