O Paysandu sofre, desde o início da temporada, de uma doença que tem causado dependência ao time e dor de cabeça a quem o comanda. A enfermidade atende pelo nome de “Bergsondependência”, mal que tem, de certo modo, prejudicado o Papão na Série B do Brasileiro, competição pela qual a equipe volta a jogar hoje, às 19 horas, contra o Figueirense-SC, na Curuzu, pela 19ª rodada da competição. O confronto, mais uma vez, colocará em evidência a sujeição da equipe ao seu principal goleador na temporada.

Embora a diretoria tenha trazido para a Curuzu, este ano, um total de nove atacantes, com alguns já tendo deixado o clube, apenas Bergson tem feito com frequência o que o torcedor mais espera de um jogador da posição: gols, de preferência decisivos, que levem o time a vitórias e grandes conquistas. O goleador já acumula um total de 17 gols em 31 partidas, podendo aumentar sua marca frente ao Figueira, que não cumpre boa campanha, sendo o 18º colocado, com 17 pontos.


BOA MÉDIA

O atacante possui uma média de quase dois gols por jogo, marca que poderia ser ainda maior, caso ele não tivesse ficado de fora de 14 partidas do time em competições oficiais. Levando em conta a média atual, Bergson estaria, hoje, com cerca de 28 gols. Enquanto o goleador segue sacudindo as redes dos adversários com boa regularidade, os demais atacantes do elenco têm feito muito pouco, principalmente para quem chegou à Curuzu com fama de “matador”, casos de Marcão e Anselmo, por exemplo.

Quem mais se aproximou de “Bergol”, na briga pela artilharia no Paysandu, foi Alfredo, que chegou a marcar 6 gols, mas que acabou sendo devolvido ao Luverdense-MT. Além do ex-atacante, o meia Diogo Oliveira, hoje fora do time, já deixou sua marca por cinco vezes, mesmo não sendo atacante de oficio e só conseguindo jogar um tempo. Na Série B, quem mais se aproxima do artilheiro, mas com bons quilômetros de distância, mas a bem da verdade, menos jogos, é Marcão, com 3 gols.

(Nildo Lima)