Abater um tigre em pleno habitat natural, o estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, Santa Catarina, é a missão do Paysandu diante do Criciúma, na caçada que faz hoje, a partir das 19h15, em busca de mais três pontos para manter-se no G4 da Série B do Brasileiro.

 O adversário, mesmo jogando em seus domínios, não tem justificado a ferocidade de um verdadeiro Tigre, perdendo a maioria dos pontos que disputou até aqui. Dos 3 jogos que fez como mandante, não conseguiu abocanhar sequer um mísero ponto. Em contrapartida, o Papão caçador tem sido, até certo ponto, regular atuando na condição de visitante.

O Tigre, jogando diante de sua torcida, obteve, em três partidas, apenas um ponto, sendo derrotado nas outras duas. Um saldo pra lá de ruim, visto que os jogos em casa são tradicionalmente o diferencial na Série B. O Paysandu, ao contrário, soma cinco pontos como visitante, referentes a uma vitória (Ponte Preta-SP) e dois empates (Sampaio Corrêia-MA e Juventude-SC), com apenas uma derrota, curiosamente, em Santa Catarina diante do Avaí-SC. É pouco menos da metade dos 15 pontos que tem na classificação do campeonato, na qual ocupa a 3ª colocação, atrás apenas do líder Fortaleza-CE e do vice CSA-AL.

O problema para os bicolores é que o Tigre, na 19ª colocação, com 4 pontos, vem de uma vitória fora de casa, contra o Avaí-SC (1 a 0), e quer aproveitar o embalo pra dar sequência à reação na competição.

Contudo, por mais que faça o seu dever de casa, o time catarinense continuará “enjaulado” no Z4 da Segundona, visto que o CRB-AL, que encabeça a lista dos últimos colocados, tem apenas 7 pontos. O resultado passado, no entanto, não chegou a ser tão festejado pelos aurinegros.


“Infelizmente, pela nossa situação, nós não temos que comemorar nada. Serviu de motivação? Sim, mas não de comemoração. A situação é muito complicada”, admite o técnico Mazola Júnior, ex-Paysandu.

Do outro lado, o treinador Dado Cavalcanti não tem muito o que reclamar, visto que sua equipe ocupa a chamada zona de conforto do campeonato. “Atualmente estamos dentro de um controle na tabela”, afirma Dado, se referindo à classificação da disputa.

SITUAÇÃO

Vencendo, o Papão se manterá no G4, podendo até subir um degrau, saltando da 3ª para a 2ª colocação, todavia as possibilidades são remotas. É que o CSA soma 18 pontos, mesmo número que os bicolores alcançariam com o triunfo, mas além de jogar em casa, contra o Guarani, na rodada, o time alagoano ainda tem a seu favor o saldo de gols – primeiro critério de desempate – de 6 bolas contra 3 do Papão.

A permanência no posto que ocupa, no entanto, já será um triunfo do representante da região Norte no campeonato.

Criciúma aposta no fator torcida 

O técnico Mazola Júnior, velho conhecido da Fiel, que aproveitar a vitória do Criciúma, fora de casa, diante do Avaí-SC, para trazer a torcida do Tigre para junto da equipe na partida de hoje, contra o Paysandu.

Os simpatizantes do Tigre receberam uma boa injeção de ânimo com o resultado obtido pelo time em Florianópolis, após sete resultados ruins do grupo. Mazola espera que o momento positivo conspire favoravelmente para um grande público no estádio Heriberto Hülse, na cidade de Criciúma.

“Sempre que joguei contra o Criciúma, muitas vezes o torcedor do Criciúma ganhou o jogo. Precisamos resgatar essa identificação do time com o torcedor. O torcedor está chateado, é justo, mas estamos trabalhando muito para reverter essa situação”, disse o treinador.

“Esperamos o apoio do torcedor, que a banda volte e que a gente possa conseguir os dois resultados em casa para tentar sair desse Z-4, pois o Criciúma não pode continuar nessa zona”, disse o técnico.

(Nildo Lima/Diário do Pará)