Que o Fortaleza é, disparadamente, favorito para vencer o jogo de amanhã, contra o Paysandu, no Castelão, em Fortaleza (CE), ninguém tem dúvidas. Os números, que não metem jamais, ratificam o favoritismo do Tricolor, que lidera a Série B do Brasileiro, com 57 pontos. O time cearense é o que mais venceu na competição, contabilizando 17 triunfos, em 31 jogos disputados. O adversário bicolor reúne 61.3% de aproveitamento na competição. A equipe do técnico Rogério Ceni entra em campo com 65.1% de probabilidade de vitória. Mas, o Papão, que reúne apenas 13.9% de chances de triunfo quer surpreender os donos da casa.

Os bicolores prometem esquecer os números favoráveis ao adversário e surpreender em pleno templo maior do futebol cearense. O fato da partida ter “casa cheia”, como se diz, na opinião dos bicolores, poderá ter efeito contrário. “Com a torcida toda a favor, estádio lotado, pode ocorrer uma pressão que, de repente, pode até gerar uma ansiedade por parte do time deles”, argumenta o atacante Hugo Almeida. “Tenho certeza de que podemos ir lá e buscar essa vitória. Temos total condição para isso”, afirma o jogador.

O zagueiro Diego Ivo admite “uma verdadeira batalha” no jogo contra o Fortaleza. “Estamos prontos para tentar surpreender eles lá dentro”, garante o capitão bicolor. De acordo com o defensor, pela história e a campanha que faz na Série B, “o Fortaleza merece todo o respeito”, mas isso não significa, segundo o atleta, que o Papão já jogou a toalha antes mesmo da bola rolar. Muito ao contrário. “Vamos pra lá pra buscar os três pontos”, promete Ivo, que alerta para o detalhe de que o Lobo precisa “jogar futebol sem vacilar”.


Enquanto a “jangada” tricolor navega em mares tranquilos na Série B, cada vez mais perto da elite do futebol brasileiro em 2019, o Paysandu luta contra a corrente para tentar evitar o rebaixamento à Série C de 2019. O time bicolor ocupa, no momento, a 18ª colocação na classificação, com 32 pontos, mesmo número ostentado por Sampaio Corrêa-MA, que está fora da zona de rebaixamento, CRB-AL e Juventude-RS, que fazem companhia aos bicolores, “afogados” na “praia” da zona da morte.

CAMPANHA INGRATA

A posição ocupada pelo único representante da região Norte na competição se constitui em um verdadeiro vexame e decepção para a torcida do clube e, também, para os jogadores. “Sinceramente, quando cheguei aqui este ano não esperava estar lutando hoje contra o rebaixamento”, admitiu Ivo, que conhece bem o adversário por ter defendido, em 2013/2014, o Ceará-CE.

(Nildo Lima/Diário do Pará)