Expulsão de Capanema prejudicou o Paysandu

A expulsão de Ricardo Capanema, após o volante cometer falta infantil, quando já tinha cartão amarelo, na opinião geral entre os demais jogadores, foi o que mais prejudicou o Paysandu no empate diante do maior rival. Na avaliação deles, caso tivessem continuado com o time completo até o fim da partida, o resultado do clássico teria sido favorável ao Papão. Na saída de campo, os atletas não escondiam a insatisfação com a arbitragem. 

 

O goleiro Emerson foi duro nas críticas ao árbitro Dewson Fernando de Freitas. “No primeiro lance do Capanema, quando ele levou o amarelo, tudo bem. Agora receber cartão vermelho pelo segundo foi um absurdo”, acusou. O arqueiro foi além nas críticas. “Acho que faltou bom senso ao árbitro, pois ocorreram outras faltas parecidas e ele não expulsou ninguém”, concluiu Emerson. 


 

O goleiro considerou o empate como um resultado ruim para os bicolores. “Não fiquei satisfeito com o empate. Se não tivéssemos sido prejudicados pela arbitragem, com certeza, a gente teria saído com a vitória”, comentou. O camisa 1 viu virtudes na equipe bicolor para ter ido além do 1 a 1. “Conseguimos suportar bem lá atrás e só não usamos mais os contra-ataques porque ficamos com um jogador a menos”, apontou. “Considero esse empate como uma derrota”, completou o arqueiro, antes de chegar a uma conclusão sobre o duelo. “Nossa equipe, mesmo com um homem a menos, não deixou o adversário jogar”, considerou.

 

INCONFORMISMO

 

“A expulsão, que foi injusta, só fez prejudicar a nossa equipe”, acusou o meia Diogo Oliveira, também sobre o cartão vermelho de Capanema. O apoiador, por outro lado, ressaltou o espírito de luta do time, que só veio a sofrer o gol de empate já na reta final do clássico. “Com um jogador a menos, com o gramado pesado, acho que a equipe está de parabéns por ter sido aguerrida até o final da partida”, elogiou Diogo, que foi substituído após a expulsão de Capanema.

 

(Nildo Lima/Diário do Pará)