Antes da apresentação oficial do lateral esquerdo Ronaell, ontem de manhã, no Baenão, Dirson Medeiros, membro da diretoria de futebol, comentou sobre a política do clube de pés no chão, como o teto de gastos com o elenco de R$ 250 mil vem sendo mantido mesmo com as contratações e, por fim, conclamou a torcida a ajudar e ter paciência. O auxílio seria com rendas e o sócio-torcedor, já que a maior parte dos patrocínios está com as verbas bloqueadas.

Por conta disso, o dirigente ressaltou que, por mais que não seja a única, as arrecadações das arquibancadas passam a ser a principal fonte de renda remista.

“A torcida tem que entender que é um momento muito crítico, pegamos o clube sem nenhuma verba entrando, perdemos a cota da Copa do Brasil que nos salvava no início do ano. Estamos vivendo com o dinheiro que temos no dia a dia”, afirmou Medeiros, que garante que o clube continua em busca de alternativas para essa situação.


“O Fábio (Bentes, presidente azulino) está conseguindo desenrolar algumas situações, está em busca de novas parcerias e tem conversas bem adiantadas. Mas o torcedor precisa ajudar a gente. Ele precisa comprar ingresso, se associar ao programa sócio-torcedor”, completou o dirigente.

Medeiros garantiu que o programa de sócio-torcedor tem tido uma adesão dentro do esperado desde que foi lançado, no começo do mês, além das vendas dos primeiros jogos do Paraão, que já iniciaram. “O torcedor é a gasolina do clube. O primordial é a renda e o nosso sócio-torcedor”, disse.

E MAIS…

– Dentre as parcerias buscadas pelo presidente azulina, uma pode estar vindo de dentro do clube, por meio de associados e torcedores. Um grupo estaria em conversas com Fábio Bentes para a arrecadação de fundos que chegam a aproximadamente R$ 50 mil para a montagem dos aparelhos para a academia de musculação que será montada no Baenão.

– Os aparelhos estão de posse do clube, mas falta o investimento final para a adequada instalação. Atualmente, o elenco profissional tem que usar uma academia externa, o que demanda
custo e tempo.

(Tylon Maués/Diário do Pará)