Acabou a indefinição. Ontem, em entrevista coletiva, na Curuzu, o presidente do Paysandu, Tony Couceiro, anunciou oficialmente o retorno do técnico Marquinhos Santos para comandar o Papão em 2018. O anúncio só ratificou o que já vinha sendo especulado, quanto à permanência do treinador no clube. Marquinhos comandou o time bicolor em 28 partidas da Série B do Brasileiro, obtendo 10 vitórias, 6 empates e sofrendo 12 derrotas. O técnico assumiu o time na 10ª colocação no campeonato e o deixou na 11ª, livre do rebaixamento.

O dirigente informou que Marquinhos, que passa férias no Paraná, trará apenas o auxiliar técnico Edson Borges, que trabalhou com o treinador este ano. O preparador físico que substituirá Ronny Silva, que deixou o clube, será substituído por outro profissional escolhido pelo próprio clube. “O preparador será nosso e não indicação do treinador”, ratificou o presidente. Existe a possibilidade do auxiliar Rogerinho assumir outra função dentro do clube a pedido do técnico.

Na coletiva, além de confirmar o retorno de Marquinhos e seu auxiliar, Tony informou que o clube será cauteloso nas contratações para 2018. “Só vamos contratar o que for necessário. Nem mais nem menos. Só o que for preciso”, afirmou. Além dos atletas que serão importados, o clube também aproveitará alguns dos jogadores do sub-20, que tiveram poucas chances na primeira passagem de Marquinhos pelo clube.


“Alguns atletas vão subir da base e outros jogadores serão contratados, com certeza”. Este ano, o clube contratou um total de 34 atletas, a maioria deles ainda na gestão do presidente Sérgio Serra, que renunciou ao cargo e foi sucedido por Tony, que era o vice.

Teve muita coisa para explicar nessa coletiva…

Tony aproveitou a coletiva para explicar algumas situações que ocorreram no clube nos últimos dias, entre elas a saída do superintendente de futebol Vandick Lima e dos diretores do departamento Vitor Sampaio, Ivonélio Malheiros e Abelardo Sampaio. O presidente do Papão também foi questionado sobre os casos do zagueiro Fernando Lombardi e do goleiro Emerson.

Lombardi entrou na justiça cobrando direitos que ele teria deixado de receber ao ser dispensado durante o Brasileiro. Ele cobra, entre outras coisas, 13º salário e FGTS. “O Lombardi foi demitido num momento em que o Paysandu achou por bem fazê-lo. Não posso proibir nenhum funcionário de entrar na justiça”, disse Tony. Sobre o goleiro Emerson, o presidente disse ver como normal a saída do atleta do clube.

“Fizemos uma proposta ao Emerson. Não acho que exista algum desrespeito em fazer uma proposta a um trabalhador”, declarou. “Oferecemos aquilo que o Paysandu podia pagar e ele não aceitou. É um direito dele”, emendou o presidente. “Lamentamos a saída do atleta, pois ele é um ídolo do Paysandu”, observou. Sobre a questão dos dirigentes ele comentou: “Achamos por bem dissolver a comissão e a partir de agora estamos procurando pessoas para trabalharem no futebol”.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

Conteúdo Relacionado: