Um dos poucos jogadores importados pelo Paysandu, este ano, a permanecer em Belém durante o período de quarentena da Covid-19, o volante Serginho, de 32 anos, afirmou, ontem, que não há justificativa para se reclamar da sequência de jogos do Paysandu com a retomada do Parazão e, paralelamente, na estreia na Série C do Brasileiro. “Seria hipocrisia reclamar de calendário, sendo que queríamos voltar a trabalhar”, alegou. “Teremos um calendário apertado, corrido e vamos nos adaptar”, completou o jogador, natural do Rio de Janeiro e que já fez oito partidas com a camisa do Papão.

Serginho também comentou a decisão tomada pelos clubes e pela Federação Paraense de Futebol (FPF) de recomeçar o Parazão a partir do dia 1º de agosto, com o Papão enfrentando nesta data o Paragominas. “Nenhum clube do Brasil consegue se sustentar sem futebol. Temos que estar preparados para isso”, comentou o jogador, lembrando, em seguida, que o time bicolor cumpria boa campanha no Estadual, no qual era o líder na classificação geral, com 19 pontos. A campanha faz com que Serginho acredite que a equipe listrada não vá ter tanto problema na retomada ao campeonato.


“Nosso avião estava voando bem. Acredito que não tenha muita coisa para consertar. Mas a parte física é uma dificuldade. Vamos nos preparar para que o avião continue em cima”, afirmou. Ele afirmou que na Curuzu ninguém está priorizando o Estadual ou a Série C e que ambas as conquistas são importantes. “Estamos perto das finais do Parazão e do início da Série C. Não vamos priorizar o campeonato A ou B. Todos são as nossas prioridades. Queremos brigar por tudo que disputarmos”, anunciou.

Serginho admitiu no bate-papo que para firmar seu nome junto à Fiel torcida do clube precisa levantar o “caneco” de campeão. “Ninguém consegue marcar nome na história do clube sem conquistas. Ainda mais se tratando de um clube como o Paysandu”, salientou o volante, que durante a quarentena participou de campanhas de solidariedade, ajudando pessoas carentes com cestas básicas de alimentos.

(Diário do Pará)