Os torcedores do Leão Azul continuam mostrando que, apesar dos contratempos, são os únicos capazes de levantar a agremiação. Se já não bastasse a reforma do estádio Baenão, com a revitalização da fachada e obras nas arquibancadas, tudo realizado pela torcida, agora um remista promete um presente ainda maior. Silvino Caliman, 42, empresário do ramo de transportes e construções, de Tomé-Açu, afirma que efetuou a compra de um novo gramado para a toca azulina. Ao todo, segundo ele, foram investidos mais de R$100 mil na aquisição do produto, que será doado para o clube do coração.

De acordo com Caliman, essa é uma ação que já fazia parte dos seus planos e, como as obras que vêm sendo tocadas no local estão sob supervisão da própria torcida, esse foi, segundo ele, o momento ideal para a doação. “O Remo é o maior time do Norte por isso, pela torcida. Vemos hoje um grupo que trabalha incansavelmente para reabrir o nosso estádio. Isso demonstra que está havendo organização e compromisso. Por isso, nada mais justo do que incentivar os já atuantes e chamar novos contribuintes”, destacou o empresário deTomé-Açu.

As dimensões do novo gramado, ainda de acordo com o empresário, correspondem ao padrão oficial estabelecido pela Fifa, de nove mil metros quadrados. Conservado naturalmente e com cuidados específicos, o futuro ‘tapete’ azulino teria a cor verde esmeralda, um tom mais escuro do que o convencional.


Ainda no decorrer desta semana, o empresário afirma que irá se reunir com a comissão de dirigentes do Leão para oficializar a doação e explicar os procedimentos necessários para a implantação do terreno.

Oficialmente, o presidente do Clube do Remo afirmou que não chegou nada até ele, mas que está disposto a receber o empresário e conversar sobre o assunto. “Essa informação ainda não chegou até mim. Não estou sabendo de nada. Agora, se o empresário quiser conversar comigo, estou disposto a escutá-lo. Se for verdade, será um prazer”, disse Manoel Ribeiro.

Vice se reúne com Manoel Ribeiro, mas segue fora

Saindo atrás de alguns times no planejamento tanto para o Estadual quanto para o Nacional de 2018, em termos de composição administrativa e preparação de elenco, o Remo tenta agilizar o quanto antes sua situação interna. Pensando nisso, ontem, o presidente da instituição, Manoel Ribeiro, se reuniu com Ricardo Ribeiro, vice-presidente licenciado, para tentar conciliar algumas divergências entre os profissionais. A reunião, no entanto, como explicou Ricardo, foi meramente casual. “Recebi o convite do presidente para conversamos algo sobre o clube. Pediu minha opinião sobre certas coisas. Como profissional, dei meu ponto de vista, mas foi basicamente isso”, disse Ricardo. Em relação à sua volta, Ricardo reiterou que permanece de licença. “No momento, não volto. O presidente segue negociando com a direção para achar o melhor caminho para atuarem juntos, e espero que dê certo. Se for para voltar, quero ser atuante, por em prática todos os conhecimentos e não apenas ocupar um cargo. E como nada, até o momento, me indicou mudanças, permaneço de licença”, afirmou o vice azulino.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)