Com menos de um mês desde que começou a temporada 2020, o Paysandu está tendo uma semana das mais decisivas. Mas, a bem da verdade, a partida decisiva é a de manhã, contra o Brasiliense-DF, válida pela primeira fase da Copa do Brasil. Domingo (9) será a vez do clássico Re-Pa. O técnico Hélio dos Anjos sabe que os dias significam a tranquilidade ou a ausência dela para dias e dias de trabalho na Curuzu. Ele adiantou que o time voltará a ter mudanças, inclusive com a entrada do volante Anderson Uchôa.

“O Uchôa vai jogar e vai iniciar o jogo. Isso eu garanto. No mais, vou tentar reposicionar o meu meio de campo. Quero tirar mais de dois jogadores que já estão melhores fisicamente. Não vou citar quem são. Terei uma equipe titular forte”, confirmou dos Anjos.


O comandante bicolor salientou a necessidade do clube de passar de fase por causa do aspecto financeiro. Por entrar em campo amanhã, pela Copa do Brasil, o Paysandu receberá R$ 540 mil e a cota da segunda fase, para quem chegar lá, é mais R$ 650 mil. Como o próprio treinador disse no final de semana, é um confronto que vale mais de duas folhas do Papão. “A derrota tem que ser assimilada rapidamente, assim como a vitória. Quero chegar no Paysandu até onde fui na Copa do Brasil, onde meu clube faturou R$13 milhões. A Copa do Brasil é o jogo mais importante até quinta-feira”, destacou.

Mesmo com uma fase inicial de preparação, o técnico garantiu que se sente confortável em momentos como esse, de cobranças. “Gosto de semana assim. Melhor coisa é jogar contra equipes fortes. Para nós é decisão mesmo”, disse dos Anjos, que preferiu não se ater a acontecimentos recentes e sim em projeções sobre o que pode acontecer. “Falei muito pouco do passado. É uma semana diferente. Acredito que não vamos errar, porque é decisão. Só não estou gostando dos 45 minutos, 50 minutos finais”.

O que se espera do Paysandu de amanhã, a partir das palavras do treinador, é que seja um bem diferente na marcação do que foi diante do Castanhal. Na derrota pelo Parazão, o time bicolor errou demais em sua defesa, mas nada que tenha mudado a relação entre jogadores e treinador, garantiu dos Anjos.

“Vi os vídeos do jogo com o Castanhal duas horas depois do jogo. Conversei com os jogadores. Contra imagens, não há argumentos. Agora nenhum jogador perdeu a minha confiança. Há críticas positivas e há críticas degenerativas. Futebol tem uma coisa boa: tem o próximo jogo”.