Atualmente treinador do Guangzhou Evergrande, da China, Fabio Cannavaro expressou o seu desejo de comandar a seleção italiana no futuro. Contudo, o ex-zagueiro de 44 anos sabe que ainda tem um longo caminho a percorrer para chegar ao cargo de técnico do seu país.

“É o sonho de qualquer treinador. A Azzurra é uma das melhores seleções do mundo, ganhou quatro mundiais, todos têm inveja. No entanto, não posso almejar ser o treinador apenas porque vesti essa camisa por 15 anos. Isso você tem que merecer”, declarou o campeão do mundo em 2006, que já foi técnico de equipes chinesas e da Arábia Saudita, em entrevista ao As.

Natural de Nápoles, o Bola de Ouro de 2006 lamentou o fato de a Itália não ter conseguido se classificar para a Copa do Mundo pela primeira veza desde 1958. Além disso, ele evitou opinar sobre a atitude de Daniel De Rossi, que se recusou a entrar na partida de volta da repescagem das Eliminatórias ao ser chamado por Gian Piero Ventura, alegando que, em desvantagem, o ideal seria colocar Insigne em campo.


Fabio Cannavaro foi o capitão da Itália na conquista do tetracampeonato em 2006 (Foto: AFP)

“É um resultado desastroso, mas é fruto de muitos anos de trabalho ruim. Pelo menos uma década. Nossa federação sempre deu muito ao futebol mundial e não poder fazer isso neste ano é uma pena. Não quero falar das decisões táticas, porque não vivi o dia a dia da equipe e não conheço suas dinâmicas. Mas acredito que a equipe deu o seu máximo”, comentou Cannavaro.

“Não devo julgar as decisões do técnico. Lorenzo (Insigne) é um grande jogador, não entrou em campo e, no final, quem não joga sempre tem razão. O problema não foi sua ausência, é muito maior do que isso. Não devemos pensar apenas no aspecto desportivo. Faz tempo que nosso futebol não dá sinais positivos”, completou.

Além disso, o capitão do tetracampeonato da Itália foi questionado sobre possíveis mudanças que o futebol de sua terra natal poderia passar e, entre as sugestões, está a alteração no número de times participantes da Série A.

“Vamos começar com regras novas: formar equipes filiais somente com jogadores italianos, reduzir o número de equipes que participam do Campeonato Italiano de 20 para 18… dá para fazer mil coisas. O problema é querer fazer ou não”.

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Fonte: Gazeta Esportiva