Sancionada desde o fim do ano passado pela Prefeitura de Belém, a lei municipal de N° 9.354, de autoria do vereador Mauro Freitas, que determina a liberação e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol dentro da capital paraense, ontem, teve o seu primeiro experimento, no jogo entre Clube do Remo e Bragantino, pelo Parazão. Com muitas polêmicas envolvendo a famosa gelada, principalmente pelo seu suposto estímulo à violência, alguns torcedores na realidade destacaram que isso foi um avanço com a torcida, principalmente por se tratar de algo voltado ao lazer, seja com a família ou entre amigos.

Para a torcedora azulina Lena Reis, que estava acompanhada do marido e da mãe, a liberação da “breja” ajuda no controle da segurança dos torcedores. “Foi uma decisão boa. Adquirindo aqui, evita as confusões no lado externo, já que muitos torcedores acabam bebendo fora justamente por não terem a opção aqui dentro. Em casa, a gente não assiste pela televisão com uma cervejinha? Pois é, aqui é muito melhor, porque é um lazer em família”, explicou.


Assim como Lena Reis, outros torcedores ouvidos pela reportagem acharam benéfica a liberação das cervejas, principalmente pelo conforto que isso acarreta. “No Nordeste é normal a venda de bebidas. Belém já deveria ter liberado há tempos. A bebida não é problema, e sim os ‘doidos’. A venda será controlada, e isso serve até para que os torcedores que têm medo venham para cá se divertir”, disse o torcedor Adnamar Moreira.

EQUILÍBRIO

Mas, na contramão do pensamento positivo, para um equilíbrio na comercialização, é necessário também o respaldo de órgãos públicos. “Particularmente eu gostei. Acredito que não tem nada demais uma cervejinha durante os jogos. Estamos em outros tempos. Mas sempre tem aqueles que se excedem e, por isso, a presença de policiais ou até mesmo de instrutores explicando um pouco do efeito é importante. O problema não é a cerveja, mas o excesso dela”, destacou o torcedor Paulo Vasconcelos.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)